Nome em latim, Tyto Alba, também chamada Coruja das Torres. É uma ave de rapina, de hábitos nocturnos de grande envergadura. A sua plumagem é notável pela suavidade, o que lhe permite um voo absolutamente silencioso. O seu bico é pequeno e curvado na ponta. Quando em voo solta um som estridente e lúgubre. Ter uma audição extremamente apurada e uma visão nocturna muito eficiente na ausência de luz. É também conhecida por Coruja das Torres.
terça-feira, 1 de julho de 2014
domingo, 22 de junho de 2014
Assim não há democracia possível
O 1º Ministro
Passos Coelho afirmou anteriormente que os juízes deveriam estar sujeitos a um
escrutínio muito maior do que é feito e questionou ainda como é que uma
sociedade com transparência e maturidade democrática pode conferir tamanhos
poderes a alguém que não foi escrutinado democraticamente.
Estas
opiniões expressam de forma inequívoca a interpretação e a intenção destes
responsáveis do PSD no que se refere à Constituição da República Portuguesa.
A realidade
rejeita a mentira, a deturpação e a hipocrisia pois o PSD propôs 4 dos atuais
juízes do Tribunal Constitucional, 2 em conjunto com o PS, o CDS propôs 1 e o
PS 3. Os restantes 3 foram cooptados conforme está previsto na lei.
Ponderar
sanções jurídicas sobre as decisões do Tribunal Constitucional em virtude dos
mesmos não atuarem como delegados do PSD ou do CDS assume, sem margem para
equívocos, um perigo relativamente a uma eventual revisão constitucional pois
os direitos, liberdades e garantias que hoje estão consagrados, seriam inevitavelmente
retirados ou limitados; é essa a intenção daqueles que hoje, com todos os
estratagemas, fogem ao escrutínio popular.
Uma sociedade com transparência e
maturidade democrática não pode aceitar um 1º Ministro e um governo que atuam e
decidem de forma contrária a tudo o que prometeram anteriormente e que criam
legislação que é rejeitada e reprovada 8 vezes por um Tribunal que apenas
cumpre a sua missão: Apreciar a constitucionalidade ou ilegalidade de normas
jurídicas, representando assim a garantia do cumprimento da Constituição da
República Portuguesa.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
sexta-feira, 7 de março de 2014
domingo, 8 de dezembro de 2013
Estória de um desmantelamento ou o novo ensaio sobre a cegueira
Muita tinta tem corrido nos últimos tempos sobre a questão do
cheque ensino. Uma armadilha que, como todas as armadilhas, tem sempre um
aliciante. A possibilidade de colocar os filhos num colégio privado e… está na
ordem do dia, poupar dinheiro ao estado. Pura mentira. Trata-se apenas e tão-somente
de desviar o dinheiro público para o privado. Coisa que já não é novidade
noutros setores da sociedade como a saúde, transportes, eletricidade, estradas,
em suma, setores chave da vida das populações.
Vamos então ao início da nossa estória. Era uma vez um
ministério que decidiu humilhar os professores do ensino público, procurando
virar a opinião pública conta eles. Tratava-se de evidenciar que o ensino privado
era melhor. Primeiro engodo da armadilha. No privado escolhem-se os alunos e os
que tem piores resultados são convidados a sair. Assim é fácil fabricar
sucesso.
Infelizmente, para esse ministério, alguma coisa correu mal.
As pessoas não tinham dinheiro para colocar os filhos em colégios privados.
Esses acontecimentos deram-se simultaneamente com a destruição da classe média
e nesses anos muitos pais viram-se obrigados a retirar os filhos do privado e a
colocá-los no público.
Então havia que arranjar outra forma de financiar os seus propósitos.
Eis que surgiu a ideia brilhante do cheque-ensino. O Ministério daria dinheiro
às pessoas e assim elas já podiam pagar os colégios privados. Brilhante…
Entretanto fazia parte do plano ir retirando cada vez mais apoio ao ensino
público, degradando cada vez mais as suas condições: fazendo a vida cada vez
mais difícil aos professores, reduzindo os seus recursos, aumentando o número
de alunos por turma.
Em que aspecto o cheque-ensino irá melhorar a qualidade de ensino das novas gerações?
Bom, na Suécia, onde já se começou a utilizar à dez anos o sucesso escolar tem vindo a caiu a pique, de acordo com o último relatório PISA, será que iremos cair
também, cegamente, na mesma armadilha?
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Relatório PISA chumba política de Nuno Crato
O ministro da Educação tem argumentado com o "facilitismo" da escola pública e a "liberdade de escolha" para promover o privado na Educação, tomando a Suécia como modelo. Mas os resultados do relatório de referência da OCDE arrasam por completo essas teorias.
ARTIGO | 4 DEZEMBRO, 2013 - 12:22
Comparação da pontuação de Portugal e Suécia nos rankings do relatório PISA de 2003 e 2012
O relatório PISA 2012, divulgado esta terça-feira pela OCDE, conclui que a presença de escolas privadas não é sinónimo de melhor desempenho dos alunos ou de mais qualidade educativa. O país que Nuno Crato aponta como farol da sua política do cheque-ensino - a Suécia - foi dos que mais caíram nos rankings da OCDE tanto em Matemática como em Leitura e Ciência, passando para trás de Portugal. Comparando com o relatório de 2009, verifica-se que Portugal ultrapassou a Suécia nas três áreas deste ranking e o "país-modelo" de Nuno Crato foi mesmo o que mais caiu entre os 65 países sujeitos a esta avaliação.
"Após ser considerado o status socio-económico, as escolas privadas não têm uma performance melhor do que as escolas públicas e as escolas que competem com outras por estudantes não registam melhores resultados que as outras que não competem", conclui a OCDE no seu relatório.
O ensino em Portugal, que Nuno Crato apelida de "facilitista", conseguiu entre 2003 e 2012 "aumentar a sua fatia de alunos com notas muito altas e ao mesmo tempo reduzir a fatia de alunos com notas muito baixas", indica ainda o relatório. No ensino da matemática, um dos alvos preferenciais de Nuno Crato, Portugal foi inclusive dos que mais subiram neste ranking nos últimos anos, atingindo a média dos países avaliados, na companhia da França, Noruega, Reino Unido, Islândia, Dinamarca, entre outros.
O relatório PISA elogia os resultados do modelo aplicado nos últimos dez anos no ensino da matemática, o mesmo que Nuno Crato quer extinguir sem fazer qualquer avaliação. A OCDE diz que "de forma consistente com a melhoria geral do desempenho em matemática", em 2012 os estudantes portugueses também reduziram os seus níveis de ansiedade face à matemática, em comparação a 2003. As reformas no sentido de apoiar e acompanhar mais os estudantes desfavorecidos economicamente, que conseguiram reduzir os chumbos no 9º ano de 21,5% para 12.8% entre 2004 e 2009, são também elogiadas pelo relatório agora divulgado.
domingo, 17 de novembro de 2013
sábado, 5 de outubro de 2013
E se arrumássemos a casa?
Em Portugal a política está nos
sítios errados. Está nas cunhas que servem para ganhar concursos, está nos
aderentes que arranjam emprego, não por mérito próprio, por competência e sim
porque escolheram o partido certo, na altura certa. Está nos projetos muitas
vezes úteis e bem-intencionados que não obtém subsídios porque se alinharam mal
na cor.
Não está na consciência cívica da
generalidade das pessoas, que prefere passar à margem das questões que vão
determinar em grande parte as suas vidas. E é por isso que quando não têm
emprego, não têm subsídios, apoios quando a vida dá para o torto. Quando vão
tendo um sistema de saúde que cada vez funciona pior, um ensino que se vai
degradando, não se revêm nas suas opções, no seu desinteresse em participar de
forma ativa na democracia do país.
E enquanto isso acontece, alguns
vão se servindo. E irão continuar a servir-se enquanto não arrumarmos a casa e
colocarmos a política no sítio certo.
sábado, 22 de junho de 2013
Professora de Beja em Greve de Fome
Primavera do Ensino?
Todos os abusos perpetrados pelos sucessivos ministros de educação, que mais não fizeram que desgovernar e destruir o ensino público, ignorando que os professores não são números. São pessoas que tem família, contas para pagar, são eles que dão a cara e enfrentam as consequências das suas decisões. E são eles que vão ficar quando o Nuno Crato sair de cena, tal como todos os outros que por lá passaram, deixando atrás de si os destroços dos seus desmandos e da sua irresponsabilidade.
Todos os abusos perpetrados pelos sucessivos ministros de educação, que mais não fizeram que desgovernar e destruir o ensino público, ignorando que os professores não são números. São pessoas que tem família, contas para pagar, são eles que dão a cara e enfrentam as consequências das suas decisões. E são eles que vão ficar quando o Nuno Crato sair de cena, tal como todos os outros que por lá passaram, deixando atrás de si os destroços dos seus desmandos e da sua irresponsabilidade.
Talvez este seja o derradeiro momento em que se atingiu um limite. As consequências começam a traduzir-se em atos desesperados como o desta professora. Susana Valente, tens todo o meu apoio e solidariedade. Mereces bem estas linhas e mereces que a tua atitude seja bem divulgada.
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