quarta-feira, 6 de maio de 2009

No Parlamento é Assim...


Dia da Terra - 22 de Abril

A nossa escola comemorou este ano, de um modo bastante diferente, o Dia da Terra.
Foram cerca de 200 os participantes, entre alunos, professores, funcionários, pais e encarregados de educação que partiram por volta das nove e meia, da nossa escola, uns a pé, outros de bicicleta, rumo à Praça do Bocage.

Pelo caminho juntaram-se à comitiva de duas outras escolas de Setúbal, a D. João II e a Luísa Todi.

Quem foi de bicicleta teve a oportunidade de dar uma volta completa à Av. Luísa Todi.
O regresso fez-se com uma paragem no Parque do Bonfim, para, como disseram alguns, “cansar as bicicletas”.

Na Praça do Bocage foi feita uma instalação/surpresa com centenas de bicicletas erguidas no ar, durante um minuto.

Esta actividade teve o tema “SOS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS.

O modelo de transportes dominante à escala planetária, baseado nos combustíveis fósseis, é uma das principais fontes de emissão de gases com efeito de estufa e de outros poluentes com impacto muito negativo para o meio ambiente.

É urgente construir um novo modelo para a nossa sociedade, baseada em formas de transporte não poluentes, como as bicicletas, para pequenas deslocações.

A Cidade de Setúbal, à semelhança de outras tantas cidades do mundo, não foi pensada para a deslocação em bicicleta. Mas reúne excelentes condições para isso, principalmente na zona da baixa, onde a cidade é bastante plana. Vamos lutar para que sejam desenvolvidas ciclovias? Para que circular de bicicleta seja seguro?

terça-feira, 7 de abril de 2009

segunda-feira, 23 de março de 2009

sábado, 7 de março de 2009

Um Governo Especializado em Cosmética e Que Fala Magalhanês


Foram dez mil os professores que hoje, dia 7 de Março, deram as mãos para mostrar que a luta continua acesa e bem presente.

Tornou-se evidente, neste longo ano de lutas que o governo pouco ou nada cedeu, apenas fez que cedeu.

Tornou-se evidente que professores e ME falam línguas diferentes. Para uns, as recentes negociações foram uma “nova oportunidade à solução do conflito, abrindo uma nova porta ao diálogo e à negociação" para outros, os professores, representados pelas suas estruturas sindicais, o Governo "limitou-se a apresentar documentos contendo possibilidades e princípios gerais".

Tornou-se evidente que este des(Governo) alucinou completamente, como se poderá ver pela afirmação do Sr. Jorge Pedreira: "O objectivo que tinham de ligar o ministério da Educação à residência do Primeiro-Ministro não foi conseguido. Não houve cordão humano.”

Sr. Secretário, não vale a pena fechar os olhos que nós não nos vamos embora. Não desistimos de lutar por aquilo em que acreditamos. E se nada se fizer para alterar esta situação de caos e injustiça em que mergulharam o ensino público, se insistirem nestas políticas que não servem uma efectiva melhoria das condições das escolas e não é promotora de um verdadeiro sucesso educativo, da próxima vez, o cordão não terá apenas 10 mil professores. Ou já se esqueceu… 25 mil professores, 100 mil professores, 120 mil professores…

Segue-se uma frase retirada do Expresso

"O cordão humano hoje realizado em Lisboa, é de protesto por esta situação (...) mas ainda de preocupação face ao clima de instabilidade que continua a afectar nefastamente a organização e funcionamento das escolas, com tendência para se agravar, num momento que é o mais importante do ano lectivo: o seu final".

Onde se diz que o ME produz ficção - Comédia?

Não é verdade que tenhamos ido ao Parlamento colocar “algumas dúvidas”, fomos, pelo contrário, questionar algumas das “1600 respostas” dadas pela DGRHE…”

Excerto de uma carta elaborada pelo PCE da Escola Secundária de Felgueiras, Pedro Araújo, onde é feita uma síntese da reunião entre a delegação de Presidentes de Conselhos Executivos em luta com a Comissão Parlamentar de Educação da Assembleia da República, ocorrida no dia 4 de Março.

Hiperligação para todo o documento

sexta-feira, 6 de março de 2009

Uma pedrada no charco



Escolas problemáticas vão poder escolher professores

"Pela primeira vez, o Ministério da Educação vai permitir que alguns estabelecimentos de ensino seleccionem directamente os docentes para os seus quadros. "


Tal afirmação é pouco exacta. As escolas TEIP, pelo menos na altura em que passei por uma, tinham autonomia para fixar professores. Faziam-no quando o trabalho do professor e o seu perfil pessoal estavam de acordo com o Projecto Educativo da Escola, por comum acordo de ambas as partes. Contudo esse processo era claro e transparente. O Professor efectuava o seu concurso, sujeitando-se às suas regras de graduação e se ficasse colocado numa CAE ou estabelecimento de ensino, era reconduzido à escola TEIP que o tinha requisitado.

“Uma das dificuldades das escolas TEIP tem a ver com a estabilidade do corpo docente nestas escolas…”

Será que esta medida irá resolver o problema? Começa por criar um: Permite que professores, com uma graduação mais baixa obtenham colocação, podendo outros docentes com melhor posição nos concursos ficar por colocar, uma vez que não irá respeitar a hierarquia clara e transparente que existe na lista de graduação dos concursos.
Porque não resolve o problema da estabilidade do corpo docente nesses estabelecimentos de ensino?
Não vai impedir um professor de entrar nos concursos seguintes, a fim de obter colocação noutra escola ou agrupamento, sendo que nesse processo irá usufruir da vantagem auferida pelo tempo de serviço correspondente à sua passagem por essa escola TEIP, passagem essa decorrente de uma colocação feita à margem dos concursos nacionais.

Esta situação irá igualmente abrir portas ao favorecimento pessoal, já que os critérios de colocação de um professor, desta forma, serão sempre subjectivos.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Um Olhar


Um olhar é como um beijo, quando terno,
Ou um punhal que fere e arde de rancor.
Se quente, aceso, noticia desejo,
Se dilatado, desperto, revela pavor.

Um olhar é como um beijo, quando terno,
Se pousa suavemente, num ensejo.
Aquece como a lareira de inverno,
Acaricia, agasalha, sem pejo.

Ou um punhal que fere e arde de rancor,
No ânimo daqueles que o ódio visitou.
Queima a alma, sem qualquer fulgor,
Daqueles que o tempo nunca amou.

Se quente, aceso, noticia desejo,
Chama contida, libertada enfim.
Sinónimo de sentido cortejo,
Reflexo de flor de jasmim.

Se dilatado, desperto, revela pavor.
Medos cobardes, medos, receios.
Vindos de um qualquer horror,

São sinal de temores verdadeiros.

Que fazer quando uma lâmpada se funde?


Sempre que se compra uma lâmpada, incluído no preço está uma taxa destinada a pagar o custo da sua reciclagem.
A loja onde foi comprada a lâmpada é obrigada, por lei, a aceitá-la de volta para a devolver ao fabricante. Este, por sua vez, tem o dever de a reciclar.

JÁ AGORA… em tua casa já utilizam lâmpadas economizadoras? Uma lâmpada economizadora, dependendo do modelo, pode poupar até 80% de electricidade. São mais caras que as outras mas:

- Duram 8 vezes mais que as outras. (é só multiplicar o preço das outras por oito);

- Tem de se mudar menos vezes as Lâmpadas;

- A factura da electricidade baixa; (Em Portugal, 20% da energia consumida nas nossas casas destina-se à iluminação. Quer dizer que se uma factura for, por exemplo de 40 euros, 8 euros correspondem a gastos com a electricidade necessária para a iluminação. Numa casa que substitua as lâmpadas incandescentes por economizadoras, isso significaria uma poupança de 6,40 Euros, nessa factura);

- Gastando menos energia contribuimos para melhorar o ambiente;

- As Lâmpadas economizadoras emitem menos dióxido de carbono. (Este gás contribui para o efeito de estufa e consequentemente para as alterações climáticas);

Só vantagens!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

A insustentável leveza dos objectivos individuais


Dias depois da divulgação, em conferência de imprensa, do Parecer de Garcia Pereira, eis que chega nova “informação bem-intencionada do ME” às caixas de Correio Electrónico dos Professores, provinda da DGRHE, e sem a assinatura do seu autor, como sempre.

Segue-se uma parte dessa preciosidade:

1.Os objectivos individuais são um requisito obrigatório quer para a auto-avaliação quer para a avaliação a cargo do presidente do conselho executivo;

2.De acordo com o Artigo 16.º do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, é por referência aos objectivos individuais previamente fixados e ao respectivo grau de cumprimentos, que o docente efectua a sua auto-avaliação;

3.Da mesma forma, os objectivos individuais são elemento obrigatório na avaliação da componente funcional do desempenho, uma vez que só a partir da aferição do seu nível de execução é possível avaliar o contributo de cada docente para o cumprimento dos objectivos fixados no projecto educativo e no plano de actividades da escola, de acordo com o estabelecido nos artigos 10.º e 18.º do Decreto-regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro.

Indignações à parte pelo abuso praticado na minha caixa do correio, vamos a factos:

1º Um Decreto-regulamentar, (2/2008), não se pode sobrepor a um Decreto-lei, (ECD), o que significa que não pode acrescentar ou modificar nada do que consta nesse decreto-lei.

2º Em artigo nenhum do Estatuto da Carreira Docente é mencionada a definição de Objectivos Individuais. De facto tal termo nem consta no referido documento.
3º A auto-avaliação vem mencionada no ECD sem estar ligada a definição ou cumprimento de Objectivos Individuais, até porque, como já foi dito em cima, não aparece lá qualquer referência a eles.

4º No E-mail enviado pela DGRHE não é feita qualquer menção ao ECD. Será porque este não consubstancia as suas pretensões? Que acham?