terça-feira, 24 de junho de 2008

Que escolas? Que Educação?

Na Finlândia, os professoers têm uma tarde livre para trabalharem em conjunto: planificam, trocam materiais e elaboram recursos didácticos de forma cooperativa. A ênfase está na atitude colaborativa e no apoio aos alunos que estão a ficar para trás. Não há exames nacionais, os resultados das avaliações externas das escolas não são tornados públicos, não há rankings de escolas e um em cada três alunos recebe aulas de apoio. Na Finlândia, os professores são muto bem pagos, a profissão é socialmente muito valorizada, não existe um sistema formal de avaliação de desempenho dos professores, não existe um Ministério da Educação com poderes curriculares e pedagógicos sobre as escolas, o currículo nacional é mínimo, a autonomia das escolas é grande, os planos de estudos incluem menos disciplinas do que em Portugal, o número de aulas por semana é menor e as aulas têm 45 minutos. Como se vê, é tudo ao contrário de Portugal.
Quem é que Portugal tem copiado? Na avaliação dos professores, Portugal copiou o Chile, Na centralização curricular e pedagógica, inspirou-se na França. Na avaliação externa das escolas, foi buscar o modelo britânico. Ou seja, Portugal tem vindo a copiar os países com piores resultados escolares.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Bravura


Espíritos calam o seu segredo.
São brisa que paira na noite.
Não se toca, mal se sente,
É luz, e é chama quente,
Em asas de cor de azul.

Razão sempre premente,
Pois não sabe mas procura,
No quebranto do sol poente,
Um veleiro escuro, eternamente
Rumando em busca de bravura.

E ele não vem, estando tão perto.
Do outro lado da ponte errante.
Caminha para mim em passo incerto,
Mas cada vez mais distante.
Barco cinzelado em triste enleio.

Enredado na delicada textura
Do horizonte dos sentidos.
Na aparência repousado,
Esconde, sufoca os gemidos,
Que o mantêm ensombrado.

Borboleta Monarca

Não são apenas os passaros que voam para outras paragens em busca de melhores condições climatéricas.
Esta borboleta, no final de Agosto, inicia a sua imigração desde o Canadá.

Cerca de 200 milhões delas vão voar 3.700 Km, em direcção ao México.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Um Problema de Fósforos



Com seis fósforos, e sem os partir, construa uma estrutura constituída por quatro triângulos equiláteros

Um Problema de Fósforos (Solução)


Os fósforos como arestas de uma pirâmide triângular, também chamada tetraedro porque as suas faces são formadas por quatro triângulos.

A Tarde

A tardinha era finda,
A paisagem era linda.
Era bela de verdade,
Que me deixou a saudade,
De um dia lá voltar.

Águas frescas, cristalinas,
Seixos, pedras pequeninas.
Rolam, chocam, são brilhantes,
Pretas, brancas, cintilantes,
Entre a espuma vão dançar.

Campos verdes, flores mimosas,
Rosas frescas e amorosas.
Crescem livres, são selvagens,
Tornam belas as folhagens.
Todas feitas p`ra enfeitar.

Na verdura dos pinheiros,
Rimam trovas, nos poleiros,
Pássaros livres, chilreantes,
Entre todos, são sonantes.
E nas sombras vão pousar.

Talvez seja ou talvez não
O passado, a sensação.
Esta estória é de embalar.
Toda feita p´ra sonhar.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Toque nos Frascos de Tinta - Simetrias



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sábado, 17 de maio de 2008

Violência nas Escolas


Aumento da violência nas escolas reflecte crise de autoridade familiar.

Especialistas em educação, reunidos na cidade espanhola de Valência, defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores.

Os participantes no encontro Família e Escola: um espaço de convivência, dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.

As crianças não encontram em casa a figura de autoridade, que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.

As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa, sublinhou.

Para Savater, os pais continuam "a não querer assumir qualquer autoridade", preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos "seja alegre" e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores. No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, "são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos, que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os", acusa. "O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar", sublinha.

Há professores que são "vítimas nas mãos dos alunos".

Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que "ao pagar uma escola" deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão "psicologicamente esgotados" e que se transformam "em autênticas vítimas nas mãos dos alunos".

A liberdade, afirma, "exige uma componente de disciplina" que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade. "A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara", afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, "uma oportunidade e um privilégio".

Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina, frisa Fernando Savater. Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que "têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos". "Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia", afirmou.

Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que "mais vale dar uma palmada, no momento certo" do que permitir as situações que depois se criam. Como alternativa à palmada, o filósofo
recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Seguindo...

Seguindo à bolina,
Eu pude encontrar
Um jeito de ser,
Um jeito de amar.

Não quero saber
Quem vence ou venceu.
Só quero viver
O sonho que é meu.

Não quero seguir
Um destino perdido,
Como aqueles que erram
Por aí, sem sentido.

Sem sentido, sim,
Sem rumo certo.
Qual flor de jardim,
Que nasceu no deserto

quinta-feira, 15 de maio de 2008

APPACDM


Hoje foi um dia bem triste para muitos pais, cujos filhos precisam de Cuidados e Educação Especiais. Ficou a saber-se que a APPACDM (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental), uma instituição que muito tem feito pela integração na sociedade de Cidadãos com deficiências mentais, vai deixar de ser subsidiada pelo Estado. Associações como esta, procuram elaborar e aplicar medidas adequadas à integração destes Cidadãos no mercado de trabalho, ou pelo menos para que desenvolvam algum grau de autonomia, regendo-se pelo principio de que bastando-se a si mesmos, tanto quanto possível, não serão um peso tão grande para a sociedade. Pergunto-me o que sobrará se desaparecerem? O que é que o Estado propõe em seu lugar? Não estamos apenas a falar das crianças que se pretendia, e pretende, sejam “despejadas” nas escolas. Pois que isso já de si é grave, atendendo a que estas ainda estão à espera dos recursos prometidos às crianças integradas no findo Decreto-lei 319/91, para crianças com Necessidades Educativas Especiais. E os outros, os que não estão em idade escolar? Muitas mães estão desesperadas porque acabando a APPACDM, vão mesmo ter de deixar de trabalhar e ficar em casa a tomar conta dos seus filhos, uma vez que nem todos têm realmente condições de frequentar uma escola pública, de ensino normal. Outra perda para a sociedade.