segunda-feira, 26 de maio de 2008

Toque nos Frascos de Tinta - Simetrias



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sábado, 17 de maio de 2008

Violência nas Escolas


Aumento da violência nas escolas reflecte crise de autoridade familiar.

Especialistas em educação, reunidos na cidade espanhola de Valência, defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores.

Os participantes no encontro Família e Escola: um espaço de convivência, dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.

As crianças não encontram em casa a figura de autoridade, que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.

As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa, sublinhou.

Para Savater, os pais continuam "a não querer assumir qualquer autoridade", preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos "seja alegre" e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores. No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, "são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos, que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os", acusa. "O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar", sublinha.

Há professores que são "vítimas nas mãos dos alunos".

Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que "ao pagar uma escola" deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão "psicologicamente esgotados" e que se transformam "em autênticas vítimas nas mãos dos alunos".

A liberdade, afirma, "exige uma componente de disciplina" que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade. "A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara", afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, "uma oportunidade e um privilégio".

Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina, frisa Fernando Savater. Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que "têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos". "Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia", afirmou.

Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que "mais vale dar uma palmada, no momento certo" do que permitir as situações que depois se criam. Como alternativa à palmada, o filósofo
recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Seguindo...

Seguindo à bolina,
Eu pude encontrar
Um jeito de ser,
Um jeito de amar.

Não quero saber
Quem vence ou venceu.
Só quero viver
O sonho que é meu.

Não quero seguir
Um destino perdido,
Como aqueles que erram
Por aí, sem sentido.

Sem sentido, sim,
Sem rumo certo.
Qual flor de jardim,
Que nasceu no deserto

quinta-feira, 15 de maio de 2008

APPACDM


Hoje foi um dia bem triste para muitos pais, cujos filhos precisam de Cuidados e Educação Especiais. Ficou a saber-se que a APPACDM (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental), uma instituição que muito tem feito pela integração na sociedade de Cidadãos com deficiências mentais, vai deixar de ser subsidiada pelo Estado. Associações como esta, procuram elaborar e aplicar medidas adequadas à integração destes Cidadãos no mercado de trabalho, ou pelo menos para que desenvolvam algum grau de autonomia, regendo-se pelo principio de que bastando-se a si mesmos, tanto quanto possível, não serão um peso tão grande para a sociedade. Pergunto-me o que sobrará se desaparecerem? O que é que o Estado propõe em seu lugar? Não estamos apenas a falar das crianças que se pretendia, e pretende, sejam “despejadas” nas escolas. Pois que isso já de si é grave, atendendo a que estas ainda estão à espera dos recursos prometidos às crianças integradas no findo Decreto-lei 319/91, para crianças com Necessidades Educativas Especiais. E os outros, os que não estão em idade escolar? Muitas mães estão desesperadas porque acabando a APPACDM, vão mesmo ter de deixar de trabalhar e ficar em casa a tomar conta dos seus filhos, uma vez que nem todos têm realmente condições de frequentar uma escola pública, de ensino normal. Outra perda para a sociedade.

domingo, 11 de maio de 2008

Sistema de avaliação: sim ou não?

As conjunturas económicas e sociais são determinantes na hora de decidir como se deve encarar a educação, esta que é tida como uma das peças-chave para o sucesso de qualquer país. No entanto, e apesar dos inúmeros esforços que se têm feito para minorar este mal generalizado, ainda ninguém conseguiu descobrir a fórmula para se alcançar o método de ensino perfeito. Se por um lado existem países a adoptar sistemas de avaliação contínuos dos professores, depois de estes já estarem formados – como vai começar a acontecer em Portugal e já se passa na Espanha, em França, no Reino Unido, na Áustria, entre outros –, por outro lado, há os que fazem uma pré-selecção rigorosa dos profissionais que estão, ou não, aptos a entrar para o ensino e apostam numa formação totalmente direccionada e especializada – como acontece na Finlândia e em alguns países asiáticos. Os resultados estão à vista… e, por incrível que pareça, quem leva a melhor são os países que têm um método mais liberal.
Enquanto os responsáveis pela educação dos países onde o sistema de avaliação está implementado consideram esta uma medida importante para o encorajamento e a evolução dos professores, a maioria dos docentes sentem-se constantemente ameaçados e pressionados. A existência de avaliações frequentes, quer por parte da escola – através da nomeação de inspectores – quer pela parte dos alunos e dos seus próprios pais, faz com que estes sintam a sua posição ser colocada em causa. A falta de apoio, de preparação e de condições são as principais falhas apontadas a este tipo de ensino que, segundo os professores, é propenso a gerar conflitos e a fomentar injustiças.
Um mito vindo do Norte
Por entre consensos e contra sensos, preferências e divergências, a opinião torna-se unânime quando se trata de nomear o mito da educação. Os métodos inovadores, criativos e eficazes utilizados na Finlândia fazem com que esta se destaque mundialmente, ao ponto de todos os países quererem seguir o seu exemplo. Não existem inspectores nem sistemas de avaliação, o que existe é uma exigente pré-selecção. Só os melhores conseguem chegar a professores. Só quem tem um mestrado e vocação para o ensino é que atinge tal patamar.
A igualdade de acesso a uma boa educação é, sem dúvida, o ponto-forte deste sistema de ensino. Todos os alunos, sem excepção, têm direito a material escolar – lápis e livros – bem como a uma refeição quente diária, a transporte escolar e a assistência médica. A entrada para o ensino é feita aos 7 anos e, desde essa altura, as crianças são obrigadas a utilizar e a despertar o seu espírito crítico e criativo. São habituados a viver longe da teoria e perto do que é prático. Vivem longe dos lobbies e dos formalismos, longe dos «senhores doutores» e bem perto do que é realmente importante… a realidade.por Rita Godinho - 06 Mar 2008 Visão

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Uma Questão de Camelos I




Certo dia, um ancião, vendo-se gravemente doente chamou os seus três filhos a cabeceira e disse:
- Meus filhos, receio que não poderei ficar com vocês por muito mais tempo. Sinto que a minha hora está quase a chegar. Como sabem, possuo 19 camelos. Vou então fazer as partilhas para que após a minha morte não haja discussões. Assim sendo, para o Yusef, o meu filho mais velho deixo metade dos camelos e 5 moedas de ouro. Para o do meio, Amir deixo um quarto dos camelos e 30 moedas de ouro. O mais novo, Mustafá ficara com um quinto dos camelos e 35 moedas de ouro.
Posto isto, o velho pai desprendeu um último suspiro e foi desta para melhor.
Dizia o pai que não haveria discussões. Pois sim, não houve até ao momento em que tentaram distribuir os camelos. Por mais que pensassem não conseguiam resolver o problema da partilha. Era partir camelos ao meio, era ficas com mais, era fico com menos, era um camelo morto não me serve de nada, eu sei lá o que mais disseram. Mas a verdade é que não arranjavam forma de cumprir as últimas vontades do pai.
Várias semanas se passaram… (continua)



Resolves o problema?

Para pensar...


Uma Questão de Camelos II


Os três irmãos estavam mesmo a ficar desesperados. Quase já andavam à pancada uns com os outros. Até que chegou o tio Ali, acompanhado do seu velho camelo. Era um velho sábio que vivia a vaguear pelo deserto e que soubera da morte do irmão através de um grupo de nómadas com que se cruzara duas semanas antes.
Fora ver se os sobrinhos estavam bem e chegara em boa hora. Quando ouviu o problema ficou deveras apoquentado e disse-lhes que iria pensar no assunto. Várias horas volvidas mandou chamar os três irmãos e disse que tinha a solução:
- Vou oferecer-vos o meu camelo. Já está um pouco velhote mas não faz mal. Compensa com a inteligência.
- Mas tio, assim o Sr. fica sem o seu meio de locomoção no deserto! – Disse Yusef, o mais velho e sensato dos irmãos.
- Não te apoquentes. Lá me arranjarei – respondeu-lhe o tio, ao mesmo tempo que dava um sorriso malicioso.
Os três irmãos agarraram nos 20 camelos e lá fizeram a partilha. E não é que depois de divididos os camelos pelos três, de acordo com as instruções do pai, sobrava um camelo?
E foi assim que o tio Ali recuperou o seu camelo e partiu, todo contente da vida, entre as suas bossas.
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Libelinha



A libelinha, ou libélula, é um insecto alado. Entre as características distintivas contam-se o corpo fusiforme, com o abdómen muito alongado, olhos compostos e dois pares de asas semi-transparentes.

As libelinhas são predadoras e alimentam-se de outros insectos, nomeadamente mosquitos e moscas.

Este grupo tem distribuição mundial e tem preferência por habitats nas imediações de corpos de água estagnada (poças ou lagos temporários), zonas pantanosas ou perto de ribeiros e riachos.


As larvas de libelinha (chamadas ninfas) são aquáticas, carnívoras e extremamente agressivas, podendo alimentar-se não só de insectos mas também de girinos e peixes juvenis.
As libelinhas não têm a capacidade de picar, visto que as suas mandíbulas estão adaptadas à mastigação.


Dentro do seu ecossistema, são bastante úteis no controlo das populações de mosquitos e das suas outras presas, prestando assim um serviço importante ao Homem
As libelinhas adultas caçam à base do seu sentido de
visão extremamente apurado. Os seus olhos são compostos por milhares de facetas (até 30.000) e conferem-lhes um campo visual de 360 graus. As libelinhas medem entre 2 e 19 cm de envergadura e as espécies mais rápidas podem voar a cerca de 85 km/h.
Podem chegar a viver 5 anos.
É conhecida também pelos nomes: helicóptero, cavalinho-de-judeu, cavalinho-do-diabo, donzelinha, lavadeira, etc.

Solução (Uma questão de camelos)

Para 19 camelos
1/2 ---- 9,5 camelos
1/4----- 4,75 camelos
1/5---- 3,8 camelos
Total 18,05 sobram 0,95 camelos
½ + ¼ +1/5 = 19/20 não corresponde à unidade 1/20 de 19 é = 0,95

Para 20 Camelos
1/2 ---- 10 camelos
1/4 ---- 5 camelos
1/5 ----4 camelos
Total 19 camelos sobra 1 camelo (o que o tio Ali recuperou) 1/20 de 20 é = 1

terça-feira, 6 de maio de 2008